Thứ Năm, 11 tháng 8, 2016

Sem perder nenhuma competição durante todo ciclo olímpico, Simone Biles sagra-se campeã olímpica


Finalizando a sequência de três vitórias em campeonatos mundiais, Simone Biles fecha o ciclo olímpico como campeã olímpica. Esse é o segundo ouro de Simone nos Jogos Olímpicos do Rio dentre os cinco que a ginasta tem a possibilidade de conquistar. Biles ainda tem chances de ser campeã olímpica de salto, trave e solo.

Na final de hoje e começando no salto, Biles não fez o seu melhor amanar, mas o suficiente para se colocar na primeira colocação. Nas assimétricas, fez uma série limpa dentro de suas possibilidades nesse aparelho, seu ponto fraco. Depois dessa rotação, chegou a ficar em segundo lugar e atrás de Aliya Mustafina, que foi brilhante nas assimétricas. Cravou sua difícil série de trave com alguns pequenos desequilíbrios e fechou com o solo extremamente difícil e contagiante de sempre.

Simone Biles se tornou uma lenda da ginástica mundial e, se desejar, pode bater as próprias marcas durante o próximo ciclo olímpico. Ser campeã mundial mais uma vez e até campeã olímpica. Suas séries estão praticamente prontas para o novo código e continuar vencendo não será uma tarefa difícil. A ginasta venceu todas as competições que participou durante todo o ciclo olímpico e tem condições de finalizar o próximo repetindo o feito.

Alexandra Raisman buscou a medalha que faltou nos Jogos de Londres, quando terminou em 4° lugar atrás de Viktoria Komova (prata) e Aliya Mustafina (bronze). Não teve um bom dia nas barras assimétricas, mas sua trave brilhante e seu solo extremamente potente acabou por colocá-la em 2° lugar com a prata. A ginasta se emocionou bastante ao término da sua rotina de solo, Assim com Simone, também pode continuar na ginástica e integrando a seleção americana.

Aliya Mustafina, que supostamente não tinha chances nessa final, foi a responsável pela conquista do bronze. Com um erro na trave - a ginasta não ligou a reversão com o flic, sua sequência acrobática -, teve uma nota baixa nesse aparelho, mas que foi compensado pela ótima nota nas assimétricas. Impressionante a volta por cima que Aliya deu nesse ciclo, fora de várias competições por conta de lesão e novamente chega nos Jogos Olímpicos para suas conquistas. Ainda tem grandes chances nas barras assimétricas, chances de ouro. Essa é a segunda medalha de Aliya nessa competição: ela já conquistou a prata por equipes. Muito respeito e admiração!

A chinesa Shang Chungsong novamente "bate na trave" e finaliza sua competição em 4° lugar, talvez com uma nota um pouco baixa para a série de trave que apresentou. Excelente resultado para Ellie Black, canadense atual campeã pan-americana, que terminou na 5ª colocação. Outro ótimo resultado é o da venezuelana Jessica Lopez: treinada pelo brasileiro Nilson Savage, a ginasta terminou em 7° e também está classificada para a final de barras assimétricas.

Rebeca Andrade finaliza em 11° e não consegue melhorar a melhor marca que o Brasil tem nessa final, que é um 10° lugar de Jade Barbosa em Pequim. A ginasta cometeu um erro nas barras assimétricas mas não teve quedas, motivo de se orgulhar em sua primeira participação e um campeonato desse porte. Por conta da lesão que sofreu no ano passado, Rebeca não participou dos Jogos Pan-Americanos nem do Campeonato Mundial.

Jade Barbosa teve uma chegada ruim em seu duplo esticado no solo durante a segunda rotação. Com dores, resolveu abandonar a final. Resta torcer pela próxima e última final feminina, a de Flávia Saraiva na trave.

Resultados completos aqui.

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016

Lorrane dos Santos e sua primeira participação olímpica


Pouco mencionada na mídia esportiva durante os Jogos do Rio, Lorrane dos Santos foi a quinta ginasta da equipe feminina. Ao lado de Daniele Hypólito, completou o 4° individual geral da equipe: competiu salto e paralela enquanto Daniele fez solo e trave.

Lorrane teve uma evolução incrível durante todo o ciclo. Sofreu com lesões e cirurgias, se recuperou e chegou ao Mundial de Glasgow, no ano passado, como melhor ginasta individual geral da equipe. Estava treinando com Oleg Ostapenko, que deixou o Brasil no fim do ano, e executando séries excelentes.

Na final do individual geral em Glasgow, mesmo com erros, terminou na 18ª colocação. Mais tarde, no Brasil, foi campeã brasileira, seu primeiro título. Lorrane vinha evoluindo muito, saudável e feliz com os treinamentos de Oleg, e suas séries tinha muito potencial de evolução.

Na ocasião, em entrevista ao blog, Lorrane anunciou vários upgrades pretendidos para o ano olímpico: um amanar no salto, uma nova série de paralela, trave e solo com novas ligações. Entretanto, por conta de uma lesão no pé que a persegue desde o começo do ano e o fim do "casamento" com Oleg, acabou não conseguindo evoluir como pretendia. Mas, mesmo assim, não deixou de lutar e ser importante.

Lorrane veio para os Jogos do Rio para pontuar certamente para a equipe. Mesmo lesionada e com dores, lutou muito para segurar seu yurchenko com dupla pirueta, salto importantíssimo para equipe, e sua paralela de nota acima de 14. Sem a presença de Lorrane na equipe, seria impossível, mesmo que por um instante, sonhar com um top 5 na final olímpica por equipes.

A ginasta, desde a categoria pré-infantil, tinha muito potencial e sempre foi vista como promessa. E, mesmo que não tenha sido da forma como pretendia, esteve na equipe que chegou aos Jogos Olímpicos. Quantas ginastas começaram a praticar ginástica no mesmo ano, no mesmo clube, com a mesma idade, e não conseguiram estar entre as cinco? É certo que muitas gostariam de estar nesse lugar, mesmo que "apenas" fazendo parte da equipe e contribuindo em dois aparelhos.

Lorrane tem muito do que se orgulhar: em sua primeira participação olímpica, conseguiu uma final por equipes e somou brilhantemente com todas as notas que obteve. Passou a competição sem nenhum erro ou quedas, e finaliza sua participação olímpica muito bem. Fez uma classificatória boa e uma final ainda melhor.

Fica a torcida para que Lorrane continue na luta pela ginástica do Brasil. Que tome um tempo de descanso para se recuperar das lesões e volte com todo o potencial que possui nos próximos anos. Mesmo podendo fazer mais do que fez no Rio, foi ao seu limite físico e competiu com tudo que lhe foi permitido: essa é uma atitude digna de ser lembrada e que representa bem o espírito olímpico.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Thứ Tư, 10 tháng 8, 2016

Verniaiev quase interrompe sete anos de reinado


Ponto a ponto, aparelho por aparelho, rotação à rotação, a disputa pelo ouro e prata foram acirradas na final olímpica do individual geral masculino. Depois de anos, o japonês Kohei Uchimura continua com seu reinado: Oleg Verniaiev, apesar de impecável, não conseguiu interromper o as vitórias de Uchimura, que se tornou bicampeão olímpico.

Durante todo o ciclo, Verniaiev veio trabalhando em suas séries com acréscimo no grau de dificuldade e melhorias na execução. Conseguiu ótimas evoluções, principalmente no cavalo com alças e argolas. A barra fixa e solo ainda continuam sendo seus pontos fracos, mas hoje foi o seu dia: no solo conseguiu passar dos 15 pontos e na barra fixa, onde tinha conseguido 15,133 nas classificatórias, acabou conseguindo apenas 14,800 na final.

O valor dessa conquista é muito maior do que uma medalha ou um título olímpico. Essa prata vai para a Ucrânia e para todos os ginastas que lutam para manter a tradicional ginástica do país. Verniaiev, mesmo com tantas dificuldades e péssimas condições de treinamento, continuou acreditando e apostando no seu futuro e no futuro da ginástica ucraniana. Apesar de ter recebido convites, não abandonou sua bandeira para defender outros países como alguns outros ginastas fizeram. Que todo o esforço, talento e dedicação desse ginasta espetacular traga retornos e investimentos para a Ucrânia.

Pensando na importância dessa prata - que tem valor de ouro - para a ginástica mundial, hoje foi o dia de Verniaiev. Entretanto, Kohei Uchimura não perde o seu mérito: cravou todas as suas séries e, como sempre, não errou nada. Impecável, mais uma vez subiu ao pódio na conquista do ouro e continua sendo inspiração para vários atletas.

Favoritos foram sendo excluídos da conquista ao possível ouro à medida que foram cometendo seus erros. Sam Mikulak (USA) com notas baixas nas argolas, cavalo com alças e salto acabou saindo fora do pódio logo nas três primeiras rotações. Com uma queda no salto na segunda rotação, o cubano Manrique Larduet acabou desistindo da final e provavelmente se poupando para as finais por aparelhos.

Enquanto isso, a briga pelo bronze foi muito concorrida. Ao término da terceira rotação, as notas do 12° ao 4° colocado estavam na casa dos 44 pontos. Qualquer um podia errar ou acertar e isso, nesse momento, interferia diretamente na conquista de um pódio. Max Whitlock (GBR) parecia muito calmo enquanto o chinês Lin Chaopaon corria atrás dele bem de perto.

Mas Max levou a melhor: acertou sua série de barra fixa - um de seus pontos fracos - e finalizou a competição com uma excelente série de solo. No fim, ainda sentiu de perto a ameça de perder o bronze para o russo David Belyavskiy, que precisava de 15,276 para ultrapassá-lo com sua série de bara fixa, mas conseguiu apenas 15,133. Essa é a primeira medalha olímpica da Grã-Bretanha numa final individual geral!

Sérgio Sasaki terminou em 9°, passando essa a ser a melhor marca do Brasil nessa final. Com um total de 89,198 pontos, melhorou a classificação conseguida nos Jogos de Londres, e poderia estar aqui correndo atrás de um bronze não fosse a difícil lesão que teve no fim de 2014. Arthur Nory, em sua primeira final olímpica, consegue 87,331 e termina em 17°. Nory ainda tem uma final de solo para competir enquanto Sasaki encerra sua participação nos Jogos do Rio.

Resultados completos aqui.

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016

Liderada por Mustafina, equipe russa surpreende e conquista a prata


Diante de tantas lesões e desfalques, parecia impossível para a Rússia estar no pódio. Perderam Viktoria Komova e Afanasyeva de última hora e quase que Maria Paseka, melhor saltadora do time, não consegue vir ao Rio. Depois de uma classificatória bem ruim, as russas acabaram surpreendendo na final, superando até a equipe chinesa.

Sem dúvidas, Aliya Mustafina foi quem salvou e liderou esse time. Com uma competição sem erros, exceto pelos giros no solo, passou segurança para suas compatriotas. Maria Paseka foi imprescindível: sem um amanar no salto, conquistar a prata na última rotação seria difícil, já que precisavam de 45,100 nesse aparelho para passarem a China.

A equipe chinesa tinha a prata nas mãos mas acabou errando muito. Fizeram uma trave digna de chinesas, como a tempos não se via, mas acabaram errando nas assimétricas - e mesmo assim pontuando mais de 14 pontos - e no solo, onde estão investindo nas sequências com piruetas e conseguindo notas D bem altas.

Os Estados Unidos competiu com uma vantagem de 5 quedas ou mais. A segurança e força psicológica dessa equipe é impressionante. Como no treino de pódio e nas classificatórias, não tiveram nenhuma queda ou erro grave. Talvez os objetivos dos Estados Unidos agora sejam bater seus próprios recordes. Algo como aumentar a diferença de 8 pontos que conseguiram para a segunda colocada. Será que isso é possível?

O mais impressionante é que as reservas dessa equipe poderiam substituir tranquilamente qualquer uma das ginastas que fizeram parte dessa equipe, inclusive Simone Biles, e mesmo assim conquistariam o ouro. Também teriam, chances de se classificaram para as finais por aparelhos e até serem campeãs olímpicas.

A equipe do Japão fez a melhor marca da história e terminou em 4° lugar, superando o 5° lugar conseguido em Pequim. A Holanda também fez a sua melhor marca e terminou em 7° lugar. Brasil e Grã-Bretanha mantiveram suas melhores marcas e terminaram em 8° e 5° respectivamente.

Não haviam dúvidas que os Estados Unidos seria a equipe campeã dos Jogos. mas as dúvidas de uma possível medalha sempre pairaram sobre a equipe russa. Levando isso em consideração, as ginastas não apenas superaram as expectativas como conquistaram uma merecida prata que, para elas, provavelmente tem um gostinho de ouro. Com certeza fica um sentimento de muito respeito pela Rússia e toda sua tradição.

Resultados completos aqui.

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016 - Lars Baron

Thứ Ba, 9 tháng 8, 2016

Brasil mantém resultado de Pequim e novamente é a oitava melhor equipe dos Jogos Olímpicos


Com uma queda na trave e outra no solo, a equipe feminina do Brasil volta a ser uma das oito melhores equipes do Mundo e mantém sua melhor marca em Jogos Olímpicos: o 8° lugar por equipes. Conseguiram 172,087 e sem as quedas poderiam ter figurado entre as 5 primeiras.

O trabalho com as séries foi bem feito. Foram bem montadas e sem contar com elementos de dança com baixo valor de dificuldade. Houveram alterações nas sequências de trave, solo e até barras assimétricas, que agora contam com bonificações.

O trabalho precisa continuar sendo feito com as atuais integrantes da seleção adulta e também com as juvenis. Agora temos centros de treinamento espalhados por todo o Brasil. precisamos fazer bom uso do investimento e espalhar bons profissionais na captação e treinamento de novos talentos. Mas, para isso, as oportunidades de trabalho e conhecimento dos treinadores devem ir além do Rio de Janeiro e Curitiba.

Trave

Daniele abriu muito bem, finalizando sua participação olímpica com segurança e uma trave limpa. Apenas um desequilíbrio no mortal esticado e o restante da série cravada. Jade Barbosa infelizmente caiu na entrada de layout; essa trave poderia ser e torno de 14,300 mas conseguiu apenas 13,033. Flávia finalizou cravando sua série quase inteira e ganhando mais confiança para a final desse aparelho: pontuou 14,833. Sem quedas, a média aqui poderia ter sido melhor, nesse que é o segundo melhor aparelho do Brasil atualmente.

Solo

Jade abriu com uma série que não fazia a tempos. O duplo esticado melhorou demais e a coreografia parece já fazer parte do corpo da ginasta. Um problema na música no começo da série de Rebeca pode ter desestabilizado a ginasta. Acabou caindo na saída de duplo carpado o que foi uma pena. Pontuou quase 13 pontos com queda, ia passar de 14 pontos com facilidade. Flávia subiu o público com toda a graciosidade de sua série que pontuou 14,500 apesar dos erros de chegada.

Salto

O Brasil acertou todos os saltos: um yurchenko com dupla de Lorrane e outro quase cravado de Jade; um amanar com uma saída do limite de Rebeca. O melhor aparelho do Brasil na competição, passou sem quedas. Haviam chances de mais um amanar na lineup da equipe não fossem uma lesão no pé atormentando a ginasta Lorrane dos Santos desde o começo do ano.

Barras assimétricas

O Brasil consegue fazer uma apresentação melhor que a das classificatórias e esse foi o melhor set de barras assimétricas da equipe nesse ciclo. Lorrane pontuou 14,166, Jade conseguiu 14,391 e Rebeca finalizou com 14,900. As assimétricas não nos assombram mais!

A competição continua para o Brasil na final individual geral, com Jade Barbosa e Rebeca Andrade, e na final de trave, com Flávia Saraiva. Rebeca devia arriscar tudo que tem para essa final, o "andrade" no solo e a série mais difícil nas barras assimétricas, enquanto Flávia só precisa se manter focada e acertar sua série.

Resultados completos aqui.

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016 - Quinn Rooney

Dezesseis anos depois, equipe russa volta ao pódio olímpico


Depois de dezesseis anos fora do pódio olímpico por equipes, a equipe masculina da Rússia conquistou a prata ontem, cotando com ginastas estreantes e talentosos. Conduzidos por Alexei Nemov, a última vez que a equipe masculina da Rússia conquistou uma medalha por equipes foi nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, terminando com o bronze.

Durante a final por equipes, os russos mostraram beleza técnica e um pouco da glória do passado. Quem estava acostumado com erros em momentos importantes, algo atualmente comum nessa equipe, ontem pode desfrutar de ótimas apresentações. A equipe foi a única a passar sem quedas nessa final, conseguindo finalizar todas as séries sem grandes erros. As menores notas da equipe foram um 14,166 de Nicolai Kuksenkov na barra fixa e um 14,666 de David Belyavskiy no solo.

David Belyavskiy ainda mostrou muita segurança em todos os aparelhos que competiu (só não passou pelas argola), se mostrando confiante e sério candidato ao pódio na final do individual geral. Dennis Ablyazin também foi excelente nas argolas e no salto, finais onde também estará presente concorrendo por medalhas.

A equipe do Japão errou mas, mesmo assim, liderou a final com muita folga. Fizeram uma competição espetacular no solo, que contou com um 16,166 de Kenzo Shirai. O ginasta teve um erro na fase classificatória e mesmo assim conseguiu se classificar para a final com 15,333, continuando a ser o favorito ao ouro. Kohei Uchimura passou por todos os aparelhos e somou mais de 91 pontos no individual geral, final que também é o principal favorito.

Liderando as finais por equipes durante muitos anos, a equipe chinesa parece agora ser freguesa do Japão. A situação foi inversa durante muito tempo, e o ouro olímpico por equipes foi a medalha mais almejada dos japoneses. A equipe chinesa teve uma queda significativa na qualidade das apresentações de barra fixa e cavalo com alças. Principalmente nesse segundo aparelho, tinham séries melhores e pontuavam bem, conseguindo medalhistas importantes com muita frequência. Na equipe olímpica não está presente o chinês promissor Wang Hao, que pontua mais de 16 nesse aparelho e poderia até ser medalhista olímpico na final. Talvez não ter incluído o ginasta na equipe tenha sido um erro.

Os americanos estava bem em suas séries e almejar uma medalha não era um sonho muito distante. Entretanto, os vários erros que tiveram não puderam ser superados pelo restante das boas apresentações, algo que o Japão fez com muita facilidade. Os britânicos, medalhistas de bronze em Londres, também erraram e acabaram não conseguindo superar o resultado inédito que tiveram nos Jogos que competiram em casa.

Rumores de que o ginasta ucraniano Maksym Semiankiv, que competiria nessa final, estava doente e hospitalizado; por isso a Ucrânia não completou suas apresentações em quatro aparelhos: solo, argolas, paralela e barra fixa. Dado o fato, poderiam ter cedido à vaga para a equipe da Suíça, que teria lutado ponto a ponto por uma boa colocação.

Fica a dúvida se a Rússia deveria ter sido banida ou não dos Jogos Olímpicos. Entre os ginastas que integram a seleção russa, Nikolai Kuksenkov esteve afastado do Campeonato Europeu por ter sido pego em doping. A decisão da FIG foi favorável a eles e, independente desses problemas que permearam o esporte russo, fizeram uma ótima competição.

Resultados completos aqui.

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016

Thứ Hai, 8 tháng 8, 2016

Brasil termina em 6° por equipes marcando um resultado histórico


Numa competição emocionante, o Brasil terminou os Jogos Olímpicos em 6° lugar, a melhor classificação já conseguida. Para quem estava com medo de que a equipe nem se classificasse com a entrada de Diego Hypólito, a equipe não só se classificou para a final como precisou de seu solo para garantir a posição conquistada.

Ponto a ponto e competindo ao lado da Grã-Bretanha, o Brasil fez seu papel em acertar o máximo de séries possível, Enquanto as grandes potências erraram (China, Estados Unidos e Japão), a equipe brasileira foi acertando tudo o que podia, mostrando uma experiência tamanha que pareciam ter um currículo olímpico vasto.

Começaram nas argolas, com notas melhores de Francisco e Sasaki. No salto, praticamente repetiram os bons acertos que haviam já conseguido. Na paralela, pequenos errinhos deixaram a média um pouco inferior, mas nada que prejudicasse tanto a equipe. Francisco acertou novamente a série de barra fixa, gerando mais confiança ainda para o ginasta que está nessa final, assim como Nory, que melhorou o desempenho, e Sasaki.

O melhor aparelho do Brasil, e onde a equipe conseguiu melhor pontuação nas classificatórias, foi o solo. Poderiam abrir uma certa vantagem caso a competição continuasse se desenrolando com as quedas das potências, mas foi nesse momento que os brasileiros tiveram erros: com duas quedas de Sérgio Sasaki e uma sequência finalizada com os dois pés fora do limite durante a série de Arthur Nory, a média da equipe acabou ficando um pouco baixa. Agora, a presença de Diego na equipe foi de grande ajuda, já que foi o único ginasta a passar dos 15 pontos.

Recuperados, repetiram os acertos no cavalo com alças, mantendo a regularidade da fase classificatória. No final, totalizaram 263,728 pontos, terminando à frente da Alemanha (261,275) e Ucrânia (202,078). Dentre todos os países competindo, o Brasil, fora Grã-Bretanha que caiu uma vez e Rússia que não teve quedas, foi o país com menos erros graves, contabilizando duas quedas durante toda a competição.

Pensando em uma equipe para o futuro, o Brasil está com um bom trabalho na barra fixa, paralela, salto e solo. Pode fazer melhorias nas argolas e mais ainda no cavalo com alças. Comparado a outros países, a equipe ainda precisa do Zanetti com um especialista que joga a nota das argolas para cima, enquanto no cavalo com alças não podem errar de forma alguma.

Para o próximo ciclo olímpico a situação fica um pouco mais complicada, já que apenas quatro ginastas vão compor a equipe de seus países nos Jogos Olímpicos, sendo que cada país ainda tem o direito de classificar dois especialistas separadamente. Se definir cinco atletas para competir no Rio já foi difícil, imagina escolher quatro! Entretanto, classificar ginastas especialistas sem precisar necessariamente usar a equipe pode ser a resolução de muitos problemas.

A direção da equipe masculina brasileira deve sentir muito orgulho do trabalho apresentado até aqui. Em sua primeira participação olímpica, a equipe não poderia ter mais sucesso: terminou em 6° lugar na final e tem todos os ginastas classificados para finais individuais. O trabalho precisa continuar. Mantendo a evolução e qualidade, uma medalha por equipes pode vir em 2020. Parabéns!

Post de Cedrick Willian

Foto: Divulgação Rio 2016