Thứ Sáu, 30 tháng 10, 2015

Uchimura mantém hegemonia e conquista 6º título mundial em mais um dia histórico para a ginástica


Pela 6ª vez consecutiva, Kohei Uchimura conquista título mundial no individual geral. Além de obter o título mundial pela 6ª vez, Uchimura também foi campeão olímpico em 2012, ou seja: Uchimura é imbatível já a 7 anos! Nunca um ginasta esteve a tanto tempo no pódio. Uchimura fez história hoje e sempre vai fazer toda vez que conquistar mais um título desses.

Não é a toa que se mantém a tanto tempo entre os melhores. Apesar de competir desde 2008, no fim do código 2006-2008, Uchimura não deixa de atualizar as suas séries. Ano após ano trabalha em upgrades além de ter uma execução que beira a perfeição. Também é um excelente competidor: sobre a pressão da arena, cravou praticamente todas as suas séries tendo apenas um pequeno erro na barra fixa.

Toda a tradição da ginástica japonesa e cultura oriental também podem ser responsáveis pelo sucesso do ginasta. A ginástica exige um psicológico forte e muita concentração, algo que Uchimura aparenta ter de sobra. O resultado de todas essas qualidades não podia ser outro senão o sucesso.

O britânico Max Whitlock pareceu ser um forte concorrente de Uchimura no início da competição e acabou ficando fora do pódio depois de uma queda na barra fixa. O ucraniano Oleg Verniaiev, sempre concorrente de Uchimura, falhou em mais um mundial e teve que se contentar com o 4º lugar, um resultado muito bom, já que contou com uma queda no cavalo com alças.

A prata de hoje também foi histórica: o cubano Manrique Larduet conquistou a primeira medalha numa final individual geral para seu país. Erick Lopez foi o ginasta que chegou mais perto dessa conquista quando terminou em 5º lugar no Mundial de 2003. Cuba esteve fora do cenário internacional da ginástica durante muitos anos mas parece não ter parado de desenvolver o esporte internamente. Os ginastas que vieram para esse Mundial estavam todos com ginástica competitiva e atual. Não puderam competir com uma equipe completa já que não participaram do Mundial de 2014, mas com uma equipe com outros ginastas como os que estiveram aqui uma classificação olímpica não seria impossível.

Com essa medalha Larduet se garante nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Outro ginasta ainda pode entrar pela vaga individual geral no Evento Teste e Cuba pode ter dois representantes nas Olimpíadas numa volta inesperada ao esporte. Resultado expressivo e impressionante.

O chinês Deng Shudi competiu muito bem e não teve grandes erros, apenas uma nota um pouco baixa no cavalo com alças.  Ficou com o bronze nessa final dando a impressão de que se trabalhar mais um pouco pode vir com tudo nas Olimpíadas e ser um grande concorrente de Uchimura no Rio,

A ginástica masculina na final individual geral agora é isso: quem vence Uchimura? A ginástica precisa desses heróis e ídolos! Com certeza o japonês inspira e impulsiona os sonhos e treinamentos de muitos ginastas do Mundo inteiro. A torcida é para que ele consiga se manter assim por muitos anos como também para que alguém consiga vencê-lo!

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Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Exclusiva GBB - Entrevista com Arthur Nory


Depois da final por equipes, Arthur Nory falou com a equipe GBB. Um esquenta para a final individual geral que está começando agora!

GBB - Você passou por várias lesões, teve um probleminha no joelho esse ano e talvez não treinou com toda força que deveria. Você esperava se sair tão bem aqui no Mundial?

Nory - Desde o início do ano eu tinha 3 objetivos em mente e acabei conseguindo todos: competir o Pan-Americano, conquistar uma medalha numa etapa de Copa do Mundo e ajudar a classificar a equipe. Trabalhei muito em cima disso e estou muito satisfeito. Estou nesse Mundial com a cabeça tranquila. Quero fazer tudo que treinei, isso aqui é uma coisa que eu amo, amo estar aqui, esse espírito da ginástica, esse ambiente, estou muito satisfeito com tudo isso.

GBB - Você foi muito bem na classificatória. Hoje, apesar da equipe não ter ido bem, você foi o melhor novamente. Está mais confiante para competir a final do individual geral? Você tem a chance de terminar entre os 10 melhores do mundo.

Nory - Tenho que corrigir um pouquinho alguns detalhes, alguns errinhos de execução e trabalhar em cima disso pra melhorar o resultado.

GBB - A próxima competição importante para a equipe é as Olimpíadas. Sua performance aqui te dá uma confiança maior em conseguir um lugar na equipe?

Nory - Não dá pra prever, ginástica é muito imprevisível. Cada competição é diferente. Por exemplo, nenhum campeão olímpico vai disputar a final de barra. Tem que treinar e tem que estar bem. A equipe que estiver mais preparada e quem estiver melhor no ano que vem é quem vai para as Olimpíadas. Vou trabalhar muito para isso! Primeiramente com minha saúde, evitando lesões, e depois com os treinamentos, que é muito importante.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Lorrane e Flávia falham mas mostram evolução


Lorrane dos Santos e Flávia Saraiva estiveram presentes na final individual geral do Mundial de Glasgow. Faziam muitos anos que esse fato não acontecia com a seleção feminina do Brasil, e apesar de terem falhado nessa final, mostraram evolução nas séries e algumas boas notas.

Durante os treinos foram muito firmes e seguras. Tanto Flávia como Lorrane passaram ótimas séries sem grandes erros. A impressão que dava era que estava tudo fácil. Essa é a mágica da ginástica: fazer com que séries difíceis pareçam simples. Na hora da competição, cometeram erros e acabaram não conseguindo melhorar as pontuações da classificatórias. Isoladamente, tiveram ótimas notas e a análise do que aconteceu, no geral, é muito boa.

Flávia tentou uma série nova no solo, com uma sequência de flic sem mãos + tripla pirueta na segunda passada colocando o tsukahara para terceira diagonal, mas ficou perdida no giro e não executou a tripla além de ter caído no tsukahara. A novidade é que era o teste de uma das séries que pretende fazer para tentar uma final de solo no Rio. Sabe-se que, além dessas acrobacias, Flávia também executa o duplo esticado no solo. Na trave não tem muito o que mexer; talvez, apenas repensar algumas ligações arriscadas. Salto e paralela foi muito bem e melhorou a execução comparada com as classificatórias. Flávia ficou em 24º e último lugar na final. Somou 53.232 e suas notas foram: 14.233, 13.700, 12.266 e 13.033, notas na ordem olímpica.

Lorrane tinha treinado alguns poucos upgrades na trave comparados com a série que fez nas classificatórias. Em treinos estava ligando a entrada de mortal com um salto de dança e o mortal pra frente também. Infelizmente teve uma queda nesse aparelho e também no solo. Acertou a série de barras assimétricas com execução um pouco inferior a série que fez nas classificatórias, mas teve nota mais alta. No salto, um excelente 15.166 para seu yurchenko com dupla que executou com folga para um salto mais difícil. Tem muito espaço para acrobacias e ligações novas. Assistindo os treinos, sempre fica a impressão que suas séries já estão fáceis. Lorrane terminou em 18º lugar com 55.031 e suas notas foram: 15.166. 13.733, 12.966 e 13.166.

Lorrane e Flávia competiram bem as classificatórias e por isso mereceram um lugar nessa final. Tentaram ajudar a equipe, que era o objetivo maior nesse mundial e apesar dos erros a evolução é nítida. O objetivo agora é acertar as séries no Evento Teste, que acontece em abril no Rio de Janeiro. Apesar de que todos queriam uma classificação olímpica direto do Mundial, olhando por outro lado o Evento Teste vai ser a chance do Brasil brilhar mais uma vez.

Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Thứ Năm, 29 tháng 10, 2015

Mais um marco histórico: Simone Biles é campeã mundial individual geral pela 3ª vez consecutiva


Mesmo com uma queda de aparelho na trave, Simone Biles não teve problemas para manter o primeiro lugar conquistado nas classificatórias. Acertou muito bem a série de barras assimétricas, o salto e o potente solo para somar 60.399.

Essa é a primeira vez na história que uma ginasta consegue ser campeã mundial individual geral por 3 vezes seguidas. Shannon Miller, também dos Estados Unidos, tinha a mesma marca que Biles antes do título atual e foi campeã por duas vezes seguidas. A russa Svetlana Khorkina tem 3 títulos mundias no individual geral mas não foram conquistados um após o outro.

Simone tem em todas as suas séries uma das maiores dificuldades em elementos desde que o novo código foi criado. Seu potencial ginástico é enorme e, como brincou o romeno Marian Dragulescu nas redes sociais, Biles poderia apenas ter mandado o endereço dela para a organização do Mundial para que tivessem enviado suas medalhas. Ela chegará nas Olimpíadas do Rio com o mesmo status do japonês Kohei Uchimura: não é apenas candidata ao ouro olímpico como um mito da ginástica mundial.

Gabrielle Douglas, campeã olímpica em 2012, voltou aos treinos, entrou para a seleção americana, competiu o individual geral e terminou em segundo! Passou todas suas séries sem nenhum erro grande e garantiu o segundo lugar no pódio. Entretanto, o caminho até a prata não foi fácil, já que encontrou uma Larisa Iordache ansiosa pelo mínimo de resultado e dignidade romena.

Iordache lutou, série após série, para ter um lugar ao pódio. Arriscou acrobacias que não estavam tão boas no treino e fez o máximo que podia por esse resultado. Foi muito claro a torcida que teve na arena. A entrevista que deu aos prantos depois das classificatórias foi muito comovente e a solidariedade dos fãs foi visível durante a competição.

E essa foi uma pressão que ajudou Iordache e quase fez a prata escapar das mãos de Douglas. Num dia de competição inspirada pela torcida e superação, Iordache ficou apenas 0.209 da conquista da prata. No dia que Simone fez história com mais um our, Larisa Iordache emocionou com a conquista do bronze.

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Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Em mais um dia histórico, China perde o título por equipes e termina final com bronze


Depois de muitos anos se mantendo sempre em primeiro lugar numa briga acirrada contra o Japão, a seleção masculina da China perdeu hoje o título mundial em Glasgow. A equipe foi dona do lugar mais alto do pódio durante muitos anos, mas hoje, finalmente, deu a chance do Japão sentir o gostinho do ouro depois de muitos, muitos anos.

O país manteve o título de campeão mundial por equipes desde 2003, vencendo todos os mundiais inclusive o polêmico ouro no ano passado. Dessa vez não conseguiu se segurar: os vários erros cometidos no cavalo com alças, um dos melhores aparelhos da equipe, acabaram por colocar o Japão com o ouro, o primeiro desde 1978.

A ginástica artística é um dos esportes que mais leva medalhas para o Japão, já que numa única competição o país tem chances de conquistar 6 medalhas no masculino e 8 medalhas no feminino. O país sempre termina o Mundial com muitas medalhas, mas a medalha de ouro por equipes era mais desejada do que qualquer outra. Assim como todos querem vencer Kohei Uchimura no individual geral, todos queriam vencer a China numa competição por equipes.

O caminho não foi fácil para o Japão. Por mais que a equipe chinesa tenha cometido muitos erros, os japoneses também cometeram e deixaram a Grã-Bretanha, que foi acertando série por série, com chances de ouro até o final.

Os britânicos, competindo em casa, seguraram muito a pressão, já que o público aqui estava completamente eufórico. Ficou a certeza que não é só no Brasil que as chances inéditas de medalha na ginástica fazem o público gritar tão alto. Muitos ginastas não conseguiram segurar ansiedade e foram claramente afetados por tanto barulho. Uchimura foi um deles.

Quando o britânico Max Whitlock terminou sua cravadíssima série de solo, era a vez de Uchimura fazer sua série de barra fixa. Fácil demais, já que precisava apenas de 13.994 num aparelho em que ele costuma pontuar mais de 15. Só que, nessa hora, o público não só gritou ao ver a série de Whitlock como gritou novamente ao ver a Grã-Bretanha em primeiro, na frente de China, Estados Unidos e Rússia. Russos e americanos também haviam errado muito e, enquanto o Japão queria o ouro, os britânicos estavam mais que felizes com a prata.

Uchimura caiu. Caiu e desesperou toda sua equipe e fez os olhos da equipe britânica brilharem com as chances de uma medalha que, agora, poderia ser dourada. Quase 5 minutos depois, merecidamente e mesmo com uma queda, Uchimura conseguiu 14.466 e o Japão levou o título por equipes.

Essa foi a melhor final por equipes masculina dos últimos tempos. A equipe campeã foi decidida apenas na última rotação e no último aparelho. Mais um dia histórico para marcar o Mundial de Glasgow: China derrotada com o bronze, Japão conseguindo o ouro e Grã-Bretanha conquistando a primeira medalha por equipes da história.

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Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Thứ Tư, 28 tháng 10, 2015

Brasil não compete bem e termina final por equipes em 8º


Em um dia marcado por erros e quedas, o Brasil piorou a performance conseguida nas classificatórias. Apesar de ter adicionado Diego na equipe, que somou bem no solo e no salto, perdeu pontos preciosos na paralela, barra fixa e cavalo com alças. Terminaram em 8º e último lugar, num dia em que agradecemos pela classificação olímpica não estar mais em jogo.

Começaram bem no salto, onde todos acertaram. Não foram saltos cravados, mas todos chegaram bem e com poucos descontos. Na paralela, onde podiam ter uma ótima média, competiram bem com Lucas Bittencourt e Francisco Barreto, mas Caio Souza falhou mais uma vez e no mesmo exercício: oitava à parada terminando em um barrote só. É compreensível a decisão da equipe em ter mantido Caio na final que, se acertasse, teria série para mais de 15 pontos.

Na barra fixa, ótimas performance de Nory (15.133) e Lucas (14.633) e uma queda de Francisco. Série muito difícil do Francisco e mesma situação que a paralela de Caio Souza: arriscar para tentar mais de 15. No solo, passaram muito bem e Diego pontuou um 15.233, nossa maior nota no solo, mostrando que, numa final por equipes pode sim ser necessário.

Seguindo a ordem dos aparelhos, foram para o cavalo com alças e contaram com mais um erro que prejudicou muito a equipe e acabaram somando uma nota 11.100 do Francisco, finalizando com a pior nota nesse aparelho: 39.432. Nas argolas, tiveram as melhores performances da equipe nessa competição e terminaram com a 3 maior nota nesse aparelho.

Um destaque grande tem que ser dado para a performance de Lucas Bittencourt e Arthur Nory para essa final. Novamente foram impecáveis, acertaram todas as séries com postura incrível, limpos e muito seguros. Passaram muita segurança para quem assistia e devem fazer uma excelente competição na final do individual geral.

Mesmo com os erros na final, o objetivo maior da seleção masculina nesse Mundial foi alcançado e a seleção masculina está de parabéns. Classificamos uma equipe para os Jogos Olímpicos, competimos na final por equipes e ainda tem Nory e Lucas na final do individual geral e Nory numa final histórica de barra fixa. Tá bom demais!

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Foto: Ivan Ferreira / Gym Blog Brazil

Thứ Ba, 27 tháng 10, 2015

Seleção britânica feminina leva o bronze por equipes e faz história no Mundial


Desde quando o Mundial começou com as competições classificatórias, muitas coisas inéditas aconteceram. Os 5 dias de competição realizados até agora parecem mais de uma semana e vários países fizeram história nesse Mundial. Muitas coisas não aconteceram pela primeira vez, para a infelicidade de uns, e outras aconteceram pela primeira vez para a felicidade de outros. Hoje o dia foi da Grã-Bretanha ser feliz.

A seleção britânica tinha um objetivo nesse Mundial: se classificar para as Olimpíadas. Feito isso, entraram para a final por equipes pré-olímpica e terminaram a competição com o bronze, à frente da Rússia, que terminou a competição na 4ª colocação. Uma medalha era algo impensável para a seleção, que viu a chance na última rotação, quando 3 yurchenkos com dupla pirueta no salto foram mais que suficientes para o bronze.

A atuação dos Estados Unidos foi impecável, cravando uma rotina atrás da outra. China se manteve viva e forte, quando muitos a consideravam fraca e com chances de "perder o bronze" para outra equipe. Saíram daqui com a prata enquanto o bronze foi para as britânicas, que erraram mais que a China e menos que as outras equipes.

Rússia parece não sobreviver sem Mustafina. Essa parece ser a ginasta que ergue a cabeça da equipe, que consegue mostrar para todos as raízes de sua qualidade ginástica. Sem ela a Rússia parece perder o brilho, a vontade, a determinação. Uma pena, porque depois da competição classificatória, uma disputa pelo ouro com os Estados Unidos parecia possível. Não era algo distante, mas não souberam aproveitar a oportunidade de serem a melhor equipe como foram em 2010.

Não há como negar a superioridade dos Estados Unidos. Única equipe a não falhar e acertar todas as séries sem queda. Até quando a competição das outras equipes ficará dentro dessa suposição de "quem errar menos"? Para a equipe ser competitiva contra os Estados Unidos, tem que competir como elas: acertando tudo!

Rússia fora do pódio por equipes, Grã-Bretanha conquistando o bronze e China ficando com a prata. Até o momento, em todos os dias aqui em Glasgow houveram muitas surpresas. E que o Mundial continue assim: surpreendendo e fazendo história até terminar.

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Post de Cedrick Willian

Foto: Ivan Ferreira